Momentos & Desabafos

“Se você vomita, azeda tudo em volta. Se você engole, azeda tudo dentro” - J.A. Gaiarsa.

10/9/08

Revoltas do dia-a-dia

 

Quando eu era criança, minha mãe me ensinou a olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. Quando eu fiz auto-escola, aprendi que existem vias de mão única e que, óbvia e teoricamente, nessas o sentido é único. Ou seja, só passa carro num único sentido. Seria cômico se não fosse trágico e redundante. Em qualquer lugar seria assim, mas aqui não. Teoricamente porque aqui é terra de ninguém. Ninguém respeita as leis de trânsito, as pessoas ou qualquer coisa que mereça respeito. Depois das aulas de legislação, acabei esquecendo os conselhos da minha mãe.

 

Resultado, ontem, ao atravessar uma rua de sentido único (teoricamente), olho apenas para um lado e quando percebo estou no chão. Uma pessoa veio na contra mão de moto e sem capacete e simplesmente me atropelou. Tive algumas leves escorreações e machuquei meu seio que, por sinal, está doendo demais. Ainda mais impressionante foi a atitude de pessoas que estavam próximas do local. Quando caí, ouvi alguém dizer "vai embora, não para não que tu tá errada". E a pessoa simplesmente afastou a moto e acelerou. Levantei e quando olhei pro lado a desgraçada já estava indo embora e todo mundo fingiu que não viu. Fiquei de boca aberta. Como pode?

 

Aqui nessa cidade ninguém respeita nada. Nem idosos são respeitados. Aliás, aqui nem cachorro respeita carro. Se tiver um cachorro no meio da rua, você só terá duas opções ou mata o cachorro ou cai no buraco porque aqui não tem um cão que tenha medo de carro. As bicicletas andam como se fossem caminhões, bem no meio da rua e isso quando não tem duas pessoas, cada uma em sua bicicleta, conversando no meio da avenida atrapalhando o trânsito e como se nada estivese acontecendo. Em relação aos motoqueiros e motoqueiras, prefiro nem comentar! Um absurdo!

 

Entrei no trabalho bestificada (existe?), com a calça rasgada no joelho e quando um colega me perguntou, comentei sobre essa porcaria de cidade onde, além de tudo isso, ainda falta energia o tempo todo, ainda é suja, e ainda tem um povo mal educado. Um otário (perdão, mas só encontro essa palavra pra descrever o otário), que escutava a conversa por tabela, teve a audácia de se intrometer e despejar a frase-mantra desse povo "Vem de lá ganhar dinheiro e ainda reclama". Eu, simpática como nunca: Alguém pediu a sua opinião? Alguém sequer falou com o senhor? Ah, tá! Mas já que o senhor me deu liberdade eu vou dizer-lhe o seguinte EU não vim pra cá pra ganhar dinheiro. EU vim pra cá pra trabalhar se eu quisesse ir pra algum lugar ganhar dinheiro certamente não seria aqui que eu estaria. Se fosse pra ganhar dinheiro eu teria ido pra Brasília e não pra "essa porcaria de cidade".

 

Eu sei que eu fui "mor escrota" e mal educada chegando quase a me igualar ao dito, mas não resisti.

 

Pra completar, hoje à noite, fui pra "academia" (totalmente entre aspas, por inúmeros motivos) e comecei a caminhar na esteira quando alguém do salão decide colocar o CD que trouxe de casa. Resultado: Caminhada ao som de Calypso. Ah, não! Assim não dá. Só aqui mesmo! Desisto! Voltei pra casa. Antes gorda a ouvir Calypso!

 

 

criado por rnalcantara    0:37 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Pois alguém passa por aqui sim, e bem de longe, João Pessoa - PB. E vc é de onde?

    Comentário por Luana — 10 10UTC setembro 10UTC 2008 @ 10:06

  2. até q eu não acho calypso ruim…..rs…

    ah, espero que vc estje bem depois do susto! ;)

    Comentário por Fabiana Borges — 10 10UTC setembro 10UTC 2008 @ 19:02

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