Momentos & Desabafos

“Se você vomita, azeda tudo em volta. Se você engole, azeda tudo dentro” - J.A. Gaiarsa.

30/11/08

Mas e o depois?

 

Sinto que uma pitada de insanidade faria um bem enorme à minha vida. Mas sempre fui muito racional, sempre medi meus passos e consequências e isso me permite pensar e pesar todas as minhas atitudes. Não sou obsessiva a ponto de medir todos os centímetros de qualquer ato, mas também não consigo viver um dia de cada vez sem pensar no que esse dia vai significar amanhã pra mim. E só de pensar que pode me causar um peso na consciência já automaticamente me prontifico a agir de outra forma e evitar o que possa causar o mínimo de sofrimento a outra pessoa e, principalmente, a mim.

 

Agir de forma leviana é meu sonho em algumas situações, era tudo o que eu mais queria neste momento. Isso provavelmente me renderia boas doses de vida na veia. Mas como a minha mente voa direto para a segunda etapa e eu, na maioria das vezes, sei o que quero ou pelo menos o que não quero, não consigo me libertar das consequências. Enquanto isso, fico paralisada sem saber o que fazer e querendo muito viver. E agora, como se livrar das amarras e apenas viver o famoso aqui-agora sem ficar se questionando sobre o depois? 

 

 

criado por rnalcantara    21:53 — Arquivado em: Sem categoria

24/11/08

Da felicidade de estar viva!

Brindo à casa

Brindo à vida

Meus amores

Minha família

O Rappa

 

 

 

Estava pensando no quanto a gente se perde. Uma amizade que se transforma e a gente não consegue se conformar, um amor que se fez necessário abandonar ou abrir mão por diversas circunstâncias, uma pessoa querida que se vai e tantas outras obras do destino que nos faz sentir a fragilidade das relações. E isso é um sofrimento, eu diria, dos mais sofridos de sofrer. A gente tem a impressão que o mundo está acabando, que as coisas não funcionam, que o tempo não passa e que a angústia vai nos fazer afundar no mais terrível pesadelo e sem possibilidade de volta.

 

E depois de tudo isso, a gente se encontra. E se encontrar é a melhor parte. Até que isso aconteça, o caminho é longo e árduo, mas vale a pena quando percebemos que aprendemos, que tiramos proveito do melhor. A cicatriz não some. E é até bom. Ela serve pra que nunca esqueçamos de como ela surgiu e principalmente que a ferida sarou. O sofrimento vira lembrança e aprendizado.

 

Pode ser clichê, papo-furado, conversa de pessoas que se julgam melhores, mas, na verdade, não deixa de ser a mais pura realidade. A vida como ela é. É difícil admitir e internalizar, mas é preciso que se saiba que tudo vem na hora certa, que só temos o fardo que podemos carregar e que Deus sempre escreve certo. O tempo dele é outro e por isso muitas vezes questionamos e não compreendemos. Mas depois que passa, começamos a enxergar melhor as coisas e chega o dia em que tudo o que sentimos a necessidade de fazer é agradecer pelo sabor amargo da perda. E, como consequência, pelo sabor maravilhoso do reencontro. Consigo mesmo.

 

Obrigada, Senhor!

 

criado por rnalcantara    23:32 — Arquivado em: Sem categoria

17/11/08

Cuidado: Fértil!

 

 

 

 

Apesar da minha vida, já há algum tempo, estar parecida com um daqueles episódios de Sex and the City nos quais a Carrie está sofrendo enlouquecidamente pelo Mr Big e acreditando que nada mais na vida vai dar certo, sentimentalmente falando, que nunca encontrará uma pessoa que a faça feliz e que a coisa mais difícil do mundo é se apaixonar mas que, ainda assim, quer viver uma história de amor, hoje o meu desejo era que o episódio-reflexo-da-minha-vida fosse um dia de Charlotte. Tá certo que a fase Carrie-sofrida-e-enlouquecidamente-apaixonada pelo Mr Big passou. Ponto pra mim! Mas a fase difícil de se apaixonar parece que está cada vez mais difícil de passar.

 

A maioria das minhas amigas estão vivendo seu episódio Charlotte. Encontraram o amor. Umas estão na fase dos planos durante o namoro, sonhando juntos, planejando o casório, as viagens, os filhos. Outras já casaram e estão curtindo a fase da casa nova passando horas vendo revistas de decoração escolhendo um novo móvel para a casa e sonhando, junto com seus respectivos, com o futuro, com os filhos. Outra amiga já passou por essa fase e agora, com a chegada do bebê, curte a fase da descoberta, da preocupação, das noites em claro, do choro compulsivo, a fase do ‘o que eu faço com essa criança?’. E eu, de fora, acho tudo isso lindo. Claro que eu sei que nem tudo é tão lindo quanto aparenta aos olhos de meros expectadores como eu. Cada fase tem sua particularidade e dificuldade. Mas, ainda assim, como eu gostaria de estar vivendo uma vidinha a la Charlotte. Amor, casamento, filhos.

 

Fico a observar e vejo que o tempo está passando. A ânsia de casar e ter filhos ainda não me acompanha, mas a angústia por não amar alguém e, consequentemente, não ser amada tem me consumido ultimamente. Se eu estivesse amando alguém, talvez, e muito provavelmente, essa ânsia estaria me acompanhando mais de perto. É o lance das fases. Numa outra fase, outras expectativas.

 

Gosto da minha vida ‘moderninha’ de morar sozinha, ter minha liberdade e responsabilidades, dormir se eu quiser, não perguntar a opinião de ninguém, não adequar meus horários e atividades com os de outra pessoa, não ficar num sábado esperando a boa vontade do namorado voltar do futebol, não ter que perguntar de ninguém ‘quer fazer tal coisa, tal dia, tal hora ou vamos…?’  Mas como isso cansa! Sei que parece até contraditório, mas confesso que é disso que eu mais sinto falta na minha vida ‘moderninha’. Ter pra quem ligar, quem avisar, com quem compartilhar. Não há nada mais gostoso que amar. Com todas as interpretações  possíveis e imagináveis. Fico angustiada pensando se eu vou ter essa oportunidade. Namorar, casar, formar uma família.  

 

E pra completar o soneto, ganhei um Santo Antônio de presente da minha tia. Recebi com a maior cara de paisagem. Não questionei nada porque acho que seria a maior falta de educação, consequentemente eu pegaria o maior ralho da minha mãe, mas fiquei pensando cá com os meus botões: Coitada deve tá tão ansiosa quanto eu. Segundos depois até me arrependi pela cara de paisagem, prestei bem atenção no que ela disse e fiz o ritual conforme ela recomendou. Pensando pelo lado bom da coisa, acho que ela acredita que essa é uma forma de me ajudar como ela pode. E pensar positivo pode até não transformar o mundo, mas uma ajudinha dessas é bom não dispensar. 

 

 

Decididamente:

- Casais felizes causam crise existencial. Ponto!

- Presentear uma sobrinha num dia de crise existencial com a imagem de Santo Antônio pode abalar a relação familiar.

 

 

 

criado por rnalcantara    23:20 — Arquivado em: Sem categoria

13/11/08

Quem sabe…

 

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo

Adriana Calcanhoto 

 

 

Tenho a impressão que tudo acontece enquanto espero. Enquanto aguardo uma oportunidade, ela acontece para outras pessoas inclusive para você. Receio antecipar-me e causar espanto aos seus olhos. Receio que a ousadia estrague qualquer outra chance que eu possa ter de viver algo espontâneo. Por isso, e enquanto isso, a vida passa. E eu sinto medo. De perder você, que sequer foi meu. De perder seu olhar, seu sorriso. De perder essa ansiedade de te encontrar e que me faz tão bem. Egoísmo. O maior medo é esse. Perder o que me faz bem. Deixar de pensar em você. Parar de querer te encontrar em cada esquina, de desejar o seu calor, seu suor, e quem sabe, seu amor.

Não consigo identificar o limiar da ousadia e da prudência. Até onde eu posso chegar. O que te faz gostar. Não sinto segurança para te fazer me perceber. E pra completar, o acaso não tem contribuído pra que eu pudesse te encontrar. Preciso saber como é pra você. Preciso ver você. Preciso te encontrar. Sonhar já não basta. Preciso de um pouco mais de você, de mim e, quem sabe, de nós.

criado por rnalcantara    23:09 — Arquivado em: Sem categoria

8/11/08

Te ver e não te querer…

 

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina, paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar…
Cássia Eller

 

 

Desde que eu te vi, os meus olhos não conseguem enxergar mais ninguém. Depois de tanto tempo eu não lembrava como era passar horas pensando em alguém. Não imaginei que esse seria o curso dos meus dias. Não imaginei que um olhar faria tanta diferença. Não imaginei que um sorriso tímido fosse capaz de me fazer suspirar horas a fio.

É estranho não saber o que fazer quando me aproximo de você. Mais estranho ainda é a sensação que corrói por eu não poder vê-lo todos os dias. Pouco lhe conheço. Menos ainda sei dos seus gostos e preferências. Receio essa idealização, mas sinto que ter você ao meu lado nesse momento era tudo o que eu queria. Mesmo que fosse só por uma noite. Mesmo que apenas para escutar sua voz me contando sobre seu dia, sua vida, seus amores. Mesmo que isso significasse a perda do platônico. E ainda que se perdesse o encanto que eu sinto ao te ver sorrir pra mim.

 

 

criado por rnalcantara    1:30 — Arquivado em: Sem categoria

4/11/08

All I need

 

 

 

Coração acelerado. Abraço apertado. Beijo na boca. Andar de mãos dadas. Sorvete e companhia num fim de tarde. Cinema aos domingos. Telefonemas inesperados. Demonstrações de afeto. Ansiedade na espera. Dançar junto. Dormir abraçada. Sonhar acordada. Pensar em alguém. Fazer planos e viagens. Sorrir ao ver um rosto. Me encantar com um sorriso. Amar. Me sentir amada ou querida ou desejada. Ou tudo isso. Compartilhar. Mas pra isso, eu ainda preciso te encontrar. E como é amarga e cansativa essa espera.

 

 

criado por rnalcantara    23:58 — Arquivado em: Sem categoria
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