Momentos & Desabafos

“Se você vomita, azeda tudo em volta. Se você engole, azeda tudo dentro” - J.A. Gaiarsa.

20/10/08

Picanha*

 

 

 

Desde que eu vim morar nessa cidade a balança não tem me perdoado. Eu bem que tento ser amiguinha dela, mas o estresse, o dia-a-dia tumultuado, a falta de uma academia, a falta do que fazer e algumas pequenas reuniões extraordinárias fora do ambiente de trabalho acompanhados da falta de namorado, fizeram com que em 1 ano eu acumulasse 5 kilos. Cinco-malditos-kilos.

 

Eu sempre pratiquei exercícios enquanto morava na capital, frequentava academia, mas quando cheguei aqui comecei a trabalhar muito tentando colocar as coisas nos eixos e acabei me descuidando das atividades físicas. Uma desculpinha ali, outra acolá. Um dia estava cansada, no outro também. A internet que vicia. A pseudo-academia que não ajuda. A trilha sonora da pseudo-academia que machuca os ouvidos.

 

Mas já chega! Preciso criar vergonha e começar a me movimentar, comer direito, esquecer o brigadeiro no fim da tarde e eliminar os tais malditos 5. Afinal, dezembro tá chegando e com ele todas aquelas festinhas e confraternizações impossíveis de resistir. E aí, o que hoje é sobrepeso vai se tornar fácil fácil em obesidade depois do natal. E mais, se eu não me mexer agora, o carnaval também chega e eu, de tão gorda, não vou conseguir subir a ladeira do circuito campo grande. Ai, isso nem pensar! A luta começou hoje. Haja força de vontade!

 

PS: E eu penso cá com os meus botões…emagrecer poderia ser tão prazeroso quanto engordar.

 

*Gostosa, mas goooorda.

 

criado por rnalcantara    22:02 — Arquivado em: Sem categoria

18/10/08

So happy

 

 

 

*"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez e nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar cada vez mais pela vida."

*Recebi esse texto por email e não sei quem é o autor (a).

Resolvi publicar porque estou apaixonada pela vida. Aprendi que é possível ser feliz mesmo com a falta de algumas coisas, com as falhas e lacunas. Os sonhos continuam e, enquanto o coração não bate mais forte por alguém, vou vivendo e descobrindo alegria em tudo que eu faço. A tristeza aparece de vez em quando, mas a solidão já não é mais um tormento então fica fácil mandá-la embora. Aprendi até a aproveitar esse vazio. Parei de me comparar com as minhas amigas casadas, enroladas, namoradas. Parei de me questionar o que tem de errado comigo, por que comigo não deu certo (até agora!). Parei de me angustiar e tenho controlado a minha ansiedade. Teoricamente é tudo muito fácil, mas o esforço é grande. Assim, vou vivendo a melhor fase da minha vida. Mais madura, mais centrada e cheia de esperanças de encontrar meu príncipe encantado…mas sem pressa e sem cobrança.

criado por rnalcantara    21:27 — Arquivado em: Sem categoria

16/10/08

Pérola

 

Uma das coisas que me fazem muito mal é discutir com alguém medíocre. Passada a raiva, indignação ou qualquer coisa que tenha culminado em discussão, eu me sinto péssima porque acredito que há pessoas que simplesmente são. Não tem como explicar. A limitação impede essas pessoas do discernimento. Pessoas que não conseguem escutar, que antes de saberem se são capazes já se dizem incapazes. E quando discuto com alguém assim, acabo remoendo um sentimento escroto. A famosa "pérola a porcos". Tenho aprendido muito sobre controle emocional e quando percebo que pequei justamente nesse ponto não consigo aceitar. Pessoas inteligentes conseguem evitar situações de confronto com pessoas medíocres porque sabem  que não vale a pena. Eu estava engolindo muito sapo dessa criatura, mas chega uma hora que não cabe fingir que não está vendo. E como não se pode conversar com essas pessoas sem que elas apelem, acabei caindo no jogo. E agora estou aqui me sentindo a mais burra das criaturas por ter me "igualado" a ela, por ter dado pérola, por não ter conseguido me controlar, por ter entrado no "jogo do medíocre". E o pior, por não ter obtido resultado algum com isso porque, como diria a minha vózinha, pau que nasce torto…

 

criado por rnalcantara    0:30 — Arquivado em: Sem categoria

9/10/08

“Que país é esse?”

 

Estresse puro!

 

Há pouca coisa no mundo pior do que a falta de educação. Isso se houver algo pior.  Aquilo que permite as pessoas se sentirem os únicos seres vivos no mundo, a fazerem o que bem entendem e a esquecerem os direitos das outras pessoas.

 

Aquilo que faz com que as pessoas joguem lixo no chão, andem na contra mão, deixem o celular ligado e em alto volume num local inapropriado, finjam que não estão vendo um idoso na fila, parem na faixa de pedestres, ultrapassem o sinal vermelho, estacionem nas calçadas ou bem no meio da sua garagem e tantas outras coisas. Aquilo que me deixa revoltada e me faz pensar que porcaria de povo é esse? Sei que a palavra ‘povo’ é por si generalista, mas como definir se a maioria das pessoas sempre está à procura de "se dar bem sem olhar a quem"?

 

Caramba, é difícil aceitar que o seu direito acaba quando o do outro começa? Por que é sempre possível resolver com o "jeitinho brasileiro", furar fila, estacionar em local proibido? Por que em benefício do próprio umbigo qualquer atitude pode ser tomada? Talvez seja porque a ignorância esteja lado-a-lado e de mãos dadas com a falta de educação! 

 

E eu tento ter paciência, mas nem sempre consigo!

 

criado por rnalcantara    23:59 — Arquivado em: Sem categoria

6/10/08

Mudaram as estações…

 

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre sem saber
que o pra sempre
sempre acaba

Cássia Eller

 

Eu sempre fui de poucos amigos. Poucos e ótimos amigos. Pessoas tão próximas de mim que acabavam se tornando próximas umas das outras. Algumas delas são amigos de longa data, pelos quais nutro um carinho mais que especial. Cada um guarda consigo um pouco de mim, outros bem mais, mas as relações não são iguais. Pra alguns posso ligar a qualquer hora, falar qualquer coisa, chorar se tiver a fim. Com outros a relação é um pouco menos íntima, mais leve, casual.

 

Tenho (?) uma amiga de infância com quem convivi mais da metade da minha idade, com quem compartilhava tudo e pra quem eu não guardava segredos ou media esforços para vê-la feliz. Uma amiga-irmã. A opinião dela era ímpar na minha vida.Na minha adolescência eu era mais medrosa, insegura, sempre precisei escutar as pessoas e ela me dava essa segurança.

 

Ela sempre foi aparentemente bem mais centrada, mais moralista, cheia de conselhos que deveriam ser seguidos à risca. Taurina, teimosa e dona da verdade. Sempre tinha o conselho ideal para qualquer situação, não admitia deslizes, falava o que pensava e acreditava sempre estar com a razão. Não gostava muito de ouvir opiniões, muito menos se contrárias as delas. Costumava dizer que não sabia perder. Teve poucas paixões e nenhuma delas despertou nela a "loucura". Até se envolver com uma pessoa mais velha, mais madura e…comprometida.

 

No início era só "uma aventura". E ‘desdaí’ a minha opinião era a mesma que tenho hoje. Penso que as coisas só acontecem quando você se permite. Sempre tem aquele momento em que você ainda pode decidir: paro ou continuo. Mas ela sempre tinha uma desculpa…a aventura, o viver o momento, o não saber perder, o não conseguir…

Um dia ela me disse que estava cansada, que tinha terminado, iria fazer intercâmbio e tentar esquecer essa história. Nesse momento, eu tive a infeliz idéia, mesmo sabendo que ela não gostava de receber "conselhos", de dar minha opinião. Perguntei-lhe se era essa a vida que ela queria pra ela, viver escondida, não poder ir ao cinema, a um show, andar de mãos dadas. Mas o pior mesmo foi quando eu disse que achava que não era isso que ela queria, que pelo que eu a conhecia eu seria capaz de dizer o que se passava no coração dela e que eu achava que ela não era feliz. Se eu tivesse ficado calada…

 

A nossa relação mudou desde esse momento. Na hora ela respondeu que era feliz, que viveria aquele momento sem se importar com o futuro. Senti raiva e não consegui me conter, disse-lhe que o discurso dela tinha mudado em 20 segundos, que eu não conseguia entender. 

 

Dias de silêncio se passaram. Eu me senti muito mal, sozinha, vazia. Faltava ela na minha vida. Faltava compartilhar as minhas alegrias e tristezas também. Depois disso, ela viajou com ele pra Disney e eu só soube quando ela já estava de volta. Aliás, ela voltou terrivelmente apaixonada. A gente ainda se encontrou umas duas ou três vezes depois da viagem. Depois, a rotina dela  voltou a ser a mesma, mas as promessas e as esperanças aumentaram. E os momentos de solidão também, e na mesma proporção. 

 

O que eu sei é que nessa história toda a única coisa que mudou mesmo foi a nossa amizade. Os telefonemas que eram praticamente diários, se tornaram escassos. Duas, três vezes ao mês, quem sabe. Não sei da vida dela e a última vez que liguei pra contar uma coisa legal que tinha acontecido, ela ficou de ligar depois porque estava muito ocupada. Resultado: já nem sei o que eu queria compartilhar com ela naquele dia.

 

Nesse sábado nos encontramos no shopping. Ela sozinha e eu estava com uma outra amiga. Foi estranho o encontro. No domingo, ela ligou e a gente foi jantar junto. Duas estranhas, desconhecidas. O silêncio entre as falas, que antes era confortante, foi aterrorizante. Não sabia como me comportar, como agir. A sorte é que não estávamos sozinhas. As outras amigas tentaram, mas não conseguimos disfarçar o desconforto. Senti e ainda sinto muito a falta dela, mas, confesso, que senti um alívio enorme quando a deixei em casa. A noite e o jantar tinham acabado. E a nossa amizade? Quem sabe…

 

criado por rnalcantara    22:37 — Arquivado em: Sem categoria

25/9/08

Mais

 

Eu sempre quero mais que ontem
Eu sempre quero mais que hoje
Eu sempre quero mais do que eu posso ter
Mais do que palavras
Mais do que promessas
Mais do que o mundo pode me dar

Capital Inicial

 

 

Passo semanas resmungando por estar longe de casa, do cinema, do shopping, dos bares e noitadas e quando consigo uma semaninha longe da monotonia e tenho tudo ao meu alcance, advinha o que acontece. Não dou a menor importância. Faço bom proveito do cinema, shopping, visitinhas, conversinha com a mamis, mas quanto a noitada…

 

Já comentei que essa vidinha de balada e noitada me cansa, e é verdade. Minhas amigas morrem de vontade de me mandar pra bem longe. E mandam "vai de balsa pra…", isso é quase um penitência. E não tiro a razão delas. Até sinto uma meia-vontade de badalar, mas só de pensar que é sempre a mesma coisa, nenhuma novidade, falta ânimo. Não que eu não goste. Adoro! Mas não consigo mais ter aquela disposição e ansiedade que eu tinha há algum tempo e, pra completar, bem no meio da semana. Tento pensar positivo e acreditar que a noite vai ser diferente, mas como não sigo O Segredo, fica difícil acreditar que a força do pensamento vai me ajudar. 

 

Assim, cá estou eu. Depois de recusar os convites, me encontro em casa, a pouquíssimos kilômetros de uma noite agitada, sem sequer precisar dirigir - pra essas coisas o povo vem buscar em casa e ainda se oferece pra pagar o ingresso só pra ver se consegue convencer a sair de casa - logo, podendo tomar todas, ficar bem alegrinha, voltar pra casa de carona e vazia. Vazia? Dispenso. Deixa pra próxima.

 

criado por rnalcantara    0:35 — Arquivado em: Sem categoria

21/9/08

Vou ter que dizer…

 

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém

Vanessa da Mata
 

Hoje eu me peguei pensando em você. Fiquei imaginando o que eu poderia lhe dizer. Não me veio muita coisa na cabeça. Então pensei no que lhe escrever, aí sim, não faltaram palavras.

 

Como você imaginava, eu rasguei todas aquelas nossas fotos. O que você não sabe é que faltou rasgar uma. Mas só ela. Essa eu ainda guardo. Bem guardado, pra não encontrar a qualquer momento e sem querer. Essa eu não tive coragem. A gente estava tão feliz naquele dia, tão apaixonados. É uma foto muito bonita. Toda vez que eu a "encontro", eu tenho a impressão que revivo aquele momento. E pra ser sincera, eu vou em busca dela sempre que eu tenho vontade de sentir essa sensação. Essa vontade de ter você. Tenho que lhe confessar que todas ainda existem, mas só no computador! Mas eu sei que isso você também já imaginava.

 

Do computador eu sequer tive vontade de apagar. Pra mim, seria uma forma de tirar você de uma vez por todas da minha vida. E, já que estou escrevendo, não tem porquê não dizer que disso eu também não tenho coragem. Sinceramente, eu não consigo enxergar uma razão pra isso. Sei que ninguém entende, mas eu sei o motivo dessa atitude.

 

Eu não sinto raiva de você. Nunca senti. Eu decidi me recusar a guardar aquela mágoa. Não por você, por mim. Puro egoísmo. Fiz isso pro meu próprio bem. Magoada, eu seria incapaz de relembrar os bons momentos. Magoada, eu viveria remoendo aquela dor. Eu ficaria apenas com o gosto amargo do fim.

 

Eu prefiro lembrar do teu beijo, do teu toque, do teu cheiro. É muito mais prazeroso. Já que só a lembrança me restou, o melhor é tirar proveito dela. Acho que é saudade. Daquela bem gostosa de sentir. Saudade do que foi bom, do que eu senti. Saudade de você. Pronto, escrevi. Assim eu consigo. Assim não preciso racionalizar. Afinal, assim você nunca vai saber.

 

Mas, se algum dia você me encontrar, não me pergunte nada. Não me faça falar. Pra você, eu não conseguiria mentir. Eu teria que ser fria, mas eu sei que eu sentiria uma vontade enorme de dizer, pelo menos, parte do que escrevi. E aí, você iria descobrir o quanto ainda faz parte da minha vida. E isso eu não posso revelar. Muito menos pra você.

 

 

criado por rnalcantara    23:27 — Arquivado em: Sem categoria

Mimos

 

Quando comecei a escrever aqui não imaginei que alguém pudesse se tornar leitor dessas mal-traçadas linhas. Porém, hoje, até recebi selinhos. Achei chic demais!

 

Obrigada, Camila, pelo carinho. Fiquei toda toda com esse mimo =)

 

 

Aproveitando o clima, vou dar um selinho pros blogs que frequento e recomendo:

 

O Triângulo das Bermudas - Camila Hardt

 

Palavras à flor da pele - Fabiana Borges

 

Invade e fim - Luana Ferraz

 

 

Abraços, Meninas. Vocês merecem!

 

PS: Só não descobri como deixar o selinho ali do lado, sempre visível, mas tudo bem.

 

criado por rnalcantara    12:14 — Arquivado em: Sem categoria

18/9/08

Não casei, mas fui (e vou de novo) pra Salvador!

 

 

Quando encontro as minhas amigas dos tempos de colégio, vejo o quanto a vida tem sido boa comigo, o quanto eu tenho sido beneficiada pelas minha próprias escolhas. A maioria delas já estão casadas ou separadas e têm filhos. Olham pra nós, solteiras, com um certo grau de incompreensão, mas por trás do ar superior está aquela pontinha de inveja por não ter vivido o que gostariam.

 

Na nossa adolescência sempre fazemos planos do que esperamos ter ou fazer quando estivermos trabalhando, ganhando nosso próprio dinheiro, sendo donas do nosso nariz. Olhar pra trás e ver que grande parte daqueles sonhos foram deixados de lado pra viver uma grande história de amor, que de grande só tem o sonho, deve ser realmente entristecedor. E digno de inveja de quem conseguiu, com a mesma idade, realizar pelo menos parte deles.

 

Eu, por exemplo, quando pensava no meu futuro, sempre imaginava chegar, abrir a porta, ver a casa toda escura, tomar banho e me jogar. Sempre quis morar sozinha. E essa experiência tem me ensinado bastante sobre mim mesma. Sempre pensei pagar as minhas contas com meu próprio "suor", ter meu carro…

 

Nunca pensei que sofreria tanto por amor, mas sofri. Muito menos que seria premiada por aquele inesquecível e semi traumatizante chifre. Mas hoje dou graças ao meu bom Deus por tudo que eu sofri, passei e aprendi. Hoje vejo que casar não é amar. Casar exige algo mais "concreto" que o amor. Exige respeito, companheirismo, sintonia e, acima de tudo, admiração. Isso porque deve ser insuportável conviver com alguém que você não admira e, o pior, pelo resto da sua vida. Falta conversa, falta entendimento.

 

Ainda tenho impregnado o romantismo na minha alma. Isso que me faz acreditar que vou encontrar alguém que eu ame muito e vou ser feliz. Mas, com as porradas que eu já peguei, sei que isso é só a pontinha do iceberg. O sentimento é só o começo. Só com ele, nem adianta tentar  (consigo até entender meu ex, mas essa é outra história…).

 

Não casei, mas tenho emprego, tenho meu carro, pago minhas contas, moro sozinha (durante a semana, mas já conta!), viajo de férias, beijo na boca e vou DE NOVO passar o carnaval em Salvador. Quero mais o quê? O amor pode esperar…agora, até depois do carnaval, de preferência =)

 

…..

  

- Casei, tenho minha casa. É meio complicado, mas nada é fácil, imagina quando não se pode mais pensar em você…Mas, sim, você ainda não casou?

- Não, ainda não.

- Ai, menina, nem pensa nisso. É complicado mesmo depois que a gente casa…

….

- Tô indo trocar minhas milhas.

- Milhas é? Tá viajada! Vai pra onde?

- Salvador

- Quando?

- No carnaval. Viciei. rsrs

- Ai, não acredito! Que sonho…

- Sonho nada!

Essa é a minha realidade (claro que essa frase eu não disse. Também não sou tão insensível e esnobe assim hehehe)

 

 

 

criado por rnalcantara    21:29 — Arquivado em: Sem categoria

10/9/08

Revoltas do dia-a-dia

 

Quando eu era criança, minha mãe me ensinou a olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. Quando eu fiz auto-escola, aprendi que existem vias de mão única e que, óbvia e teoricamente, nessas o sentido é único. Ou seja, só passa carro num único sentido. Seria cômico se não fosse trágico e redundante. Em qualquer lugar seria assim, mas aqui não. Teoricamente porque aqui é terra de ninguém. Ninguém respeita as leis de trânsito, as pessoas ou qualquer coisa que mereça respeito. Depois das aulas de legislação, acabei esquecendo os conselhos da minha mãe.

 

Resultado, ontem, ao atravessar uma rua de sentido único (teoricamente), olho apenas para um lado e quando percebo estou no chão. Uma pessoa veio na contra mão de moto e sem capacete e simplesmente me atropelou. Tive algumas leves escorreações e machuquei meu seio que, por sinal, está doendo demais. Ainda mais impressionante foi a atitude de pessoas que estavam próximas do local. Quando caí, ouvi alguém dizer "vai embora, não para não que tu tá errada". E a pessoa simplesmente afastou a moto e acelerou. Levantei e quando olhei pro lado a desgraçada já estava indo embora e todo mundo fingiu que não viu. Fiquei de boca aberta. Como pode?

 

Aqui nessa cidade ninguém respeita nada. Nem idosos são respeitados. Aliás, aqui nem cachorro respeita carro. Se tiver um cachorro no meio da rua, você só terá duas opções ou mata o cachorro ou cai no buraco porque aqui não tem um cão que tenha medo de carro. As bicicletas andam como se fossem caminhões, bem no meio da rua e isso quando não tem duas pessoas, cada uma em sua bicicleta, conversando no meio da avenida atrapalhando o trânsito e como se nada estivese acontecendo. Em relação aos motoqueiros e motoqueiras, prefiro nem comentar! Um absurdo!

 

Entrei no trabalho bestificada (existe?), com a calça rasgada no joelho e quando um colega me perguntou, comentei sobre essa porcaria de cidade onde, além de tudo isso, ainda falta energia o tempo todo, ainda é suja, e ainda tem um povo mal educado. Um otário (perdão, mas só encontro essa palavra pra descrever o otário), que escutava a conversa por tabela, teve a audácia de se intrometer e despejar a frase-mantra desse povo "Vem de lá ganhar dinheiro e ainda reclama". Eu, simpática como nunca: Alguém pediu a sua opinião? Alguém sequer falou com o senhor? Ah, tá! Mas já que o senhor me deu liberdade eu vou dizer-lhe o seguinte EU não vim pra cá pra ganhar dinheiro. EU vim pra cá pra trabalhar se eu quisesse ir pra algum lugar ganhar dinheiro certamente não seria aqui que eu estaria. Se fosse pra ganhar dinheiro eu teria ido pra Brasília e não pra "essa porcaria de cidade".

 

Eu sei que eu fui "mor escrota" e mal educada chegando quase a me igualar ao dito, mas não resisti.

 

Pra completar, hoje à noite, fui pra "academia" (totalmente entre aspas, por inúmeros motivos) e comecei a caminhar na esteira quando alguém do salão decide colocar o CD que trouxe de casa. Resultado: Caminhada ao som de Calypso. Ah, não! Assim não dá. Só aqui mesmo! Desisto! Voltei pra casa. Antes gorda a ouvir Calypso!

 

 

criado por rnalcantara    0:37 — Arquivado em: Sem categoria
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