Momentos & Desabafos

“Se você vomita, azeda tudo em volta. Se você engole, azeda tudo dentro” - J.A. Gaiarsa.

8/9/08

Eu amo o meu Pit Bull!!!

 

Quando a Daniela Cicarelli saiu nas ruas com uma camiseta que estampava a frase "quanto mais conheço os homens, mais amo meu cachorro"  provocou o maior reboliço. Alguns disseram que era provocação por causa do Ronaldinho, outros que era despeito, enfim todos tinham seu veneno escorrendo contra a Cicarelli. Tá certo que ela poderia apenas querer chamar a atenção da mídia - e conseguiu - mas, pensando bem, pode ter um fundo de verdade nessa frase.

 

Hoje, entendo perfeitamente o que ela quis dizer. Até porque, tenho um pit bull maravilhoso e muito mais companheiro que alguns namorados por aí. Mas, não só por isso. Um cachorro é capaz de defender você em qualquer situação. Um cachoro jamais ficaria contra seu próprio dono.

 

Mas como homens não têm donos, eles simplesmente são capazes de falar mal das namoradas, esposas e afins com uma facilidade impressionante, principalmente se o ouvinte for uma amiga solteira. Tenho a impressão que homem vê possibilidade de pegação em qualquer circunstância, até quando não existe. Pra eles o importante é investir, vai que cola. 

 

Eu penso que se a pessoa resolveu namorar alguém, escolheu alguém pra casar é porque o mínimo especial essa pessoa é. Um mínimo de amor e vontade de que a relação dê certo deve existir. Aí o cara encontra você depois de um tempão, faz aquela perguntinha básica "tá namorando?", você responde e o cara lança aquela frase também básica "mas como?" e em seguida "você continua linda!" e, simplesmente, começa a falar das lamúrias de ser um ser casado, de ter uma esposa pegajosa, ciumenta etc e tal.

  

E eu me pergunto: Sim, e eu com isso? Cada um com seus problemas.

Como diria a minha vózinha: Pariu Mateus, meu filho? Agora embala!

 

 

 

PS 1: Aprendi que se uma mulher é ciumenta, motivos ela tem. E, muitas vezes, até de sobra!

PS 2: Onde há fumaça, certamente há fogo. E mulher sente esse cheiro há kilômetros de distância.

PS 3: Apesar disso, a culpa é sempre nossa. O ciúme é sempre sem fundamento e os homens só não são fiéis porque se sentem sufocados por nós.

 

Dá pra entender??

 

criado por rnalcantara    1:49 — Arquivado em: Sem categoria

5/9/08

Novos tempos

 

Depois que o orkut chegou, ninguém mais consegue ser feliz sem divulgar a, mesmo que aparente, felicidade. É preciso que esteja lá, explícito e, de preferência, pra todo mundo ver. Álbuns e recados irrestritos. Quando se está feliz, no orkut, é preciso deixar que todos leiam e vejam.

 

Prova de amor, hoje em dia, é alterar o status pra "namorando", pôr uma foto como capa de álbum do casal mais feliz pelas próximas duas semanas. Isso sim é estar apaixonado. Não importa se é amor ou não. O importante é que todos vejam que naquelas duas semanas fulano e cicrana tinham "donos".

 

Acabar o namoro é motivo de felicidade absoluta, só no orkut mesmo! As pessoas imediatamente alteram novamente o status. Agora pra "solteiro" e, se fosse possível, teria que ser em letras maiúsculas e em negrito. Nesse momento é que os álbuns estão repletos de momentos sorridentes. Claro, nunca vi alguém querer tirar foto no momento da fossa. Mas isso não basta. É preciso encher de recados diretos pra o "ex", escrever frases do tipo "solteiro sim, sozinho nunca", "a fila anda", "tô feliz pra cacete" (essa é exagero, mas rola). Não importa se, na verdade, todo mundo sabe que a pessoa tá pedindo pra morrer pra acabar logo com a dor de cotovelo, o importante é não deixar transparecer isso. Não no orkut!

 

E as pessoas vão vivendo personagens que, a maioria das vezes, não trazem nada de bom pra elas. Uma vida vazia, a vida contada pelo orkut. Mas…cada um com seus problemas. Enquanto isso, eu me divirto! =D

 

criado por rnalcantara    13:45 — Arquivado em: Sem categoria

2/9/08

Eis que te curas!

 

"O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício…"

Ana Carolina 

 

Durante muito tempo eu evitei esse momento. O medo consumia os meus pensamentos. Perdi horas idealizando como seria. Dediquei anos da minha vida fantasiando o reencontro. Em alguns momentos, cheguei a me afastar dos meus amigos e chorar por não compartilhar da felicidade deles. Curti uma dor só minha. Sentia vergonha por ter sido tão covarde. Eu só não imaginava que seria tão fácil.

 

Depois de tanto tempo no casulo, a larva se transforma. Até aqui o sofrimento foi necessário, não sei o quão, mas foi.   Pela primeira vez, eu acredito que tudo tem seu tempo. Talvez se tivesse me precipitado, teria sido catastrófico. Não sei de onde tirei forças e coragem, mas arranjei e decidi ver no que ia dar. O resultado não poderia ter sido melhor.

 

É muito estranho encontrar uma pessoa que você tanto amou e ter que fingir que não conhece. Mas, o mais estranho mesmo, é ver não sentir  nada. Meu coração não vibrou de alegria, minhas mãos não suaram, eu não fiquei nervosa. Eu sempre jurei que, ao reencontrá-lo, a primeira vontade que eu teria seria de me jogar nos braços dele, apertá-lo num abraço, procurar sentir aquele cheiro que eu não esqueci, matar saudade, mas nada! Não senti nada! Cheguei até a pensar que ele estava feio. Tá certo que a porrada foi segura, mas eu nunca imaginei que eu pudesse chegar a esse estágio. Ele, certamente, foi a pessoa que eu mais amei na vida. AMEI! Que lindo! Nunca imaginei conjugar esse verbo em outro tempo que não fosse o presente, quando me referisse a ele. Cheguei em casa tão radiante que não me continha. A única coisa que eu pensava era que quando a gente namorava ele se vestia bem melhor.  

 

Eu sou bicho estranho mesmo! Sofri muito e ainda tinha a idéia de que, quando o encontrasse, continuaria a sentir a mesma coisa. Quanto tempo eu perdi sem saber!  Nem imagino há quanto tempo que eu tomo "remédio" sem necessidade. Mal sabia que não fazia mais efeito algum. Eis que o ciclo se encerra. Definitivamente!

 

Enfim, o fim!

 

Você não me contém, mais.

 

 

criado por rnalcantara    0:18 — Arquivado em: Sem categoria

29/8/08

Servindo de tapa-buraco

 

Só há uma coisa mais previsível que mulher carente, homens. De toda e qualquer espécie. Impressionante como sempre sabemos o rumo da história, mas como boa romântica-sonhadora-incurável preferimos abrir mão da prudência e viver o "aqui-agora". Resultado: sensação tapa-buraco.

Não gosto de usar o verbo usar quando me refiro a relação, seja ela qual for . Até porque usar é via de mão dupla. Usou, foi usado. Simples assim.  Mas, apesar disso, não consigo pensar nada além de tapar buraco. Uma pessoa tem dificuldades em seu relacionamento, vê em você uma pessoa legal, divertida, agradável e te dá toda a atenção que percebe que você precisa. De repente, as coisas mudam. Frieza, sumiço, telefonemas cada vez mais escassos.

Inteligente, você logo percebe que as coisas se acertaram e você já não serve. E nem pra um papinho entre duas pessoas inteligentes e resolvidas. Ligar não significa que você vai se jogar nos braços e propor relacionamento sério, coisa que a maioria das pessoas estão correndo pra longe, e o cara vai ter que inventar a maior desculpa pra fugir. Ligar pode, apenas, significar que as coisas podem continuar como eram antes. E só. Ninguém vai morrer quando ouvir que a pessoa se acertou e está apaixonado. Ok, daria até pra ficar feliz sabendo dessa forma. Mas deve ser difícil ser sincero. Deve ser mais fácil que cada um tire as suas próprias conclusões e ambos finjam que nada aconteceu.

Mas, como diria a velha canção: O importante é que emoções eu vivi! Rá

 

———-> Próooximo! 

 

 

criado por rnalcantara    1:15 — Arquivado em: Sem categoria

25/8/08

Ah, o amor…

 

 

Passei o final de semana rodeada de amigos e de amor. Então, dessa vez não vou falar da falta, mas da presença dele. 

 

Sábado foi aniversário de um amigo. Fui almoçar com ele, a esposa e um casal de amigos. Eu e dois casais. Fazer o quê?! Amigo é pra essas coisas. Somos amigos há muito tempo. Na verdade, somos amigas. Eu e as esposas. Acabei me tornando amiga deles por tabela, quando elas os escolheram para casar. Hoje, sou amiga do casal.

 

Mas a questão não é exatamente essa. O que eu queria dizer é que me sinto muito bem quando estou com eles. Vi a relação deles crescer aos pouquinhos, acompanhei o namoro e hoje vejo o quanto eles são felizes tendo feito a escolha certa. O amor entre eles é visível.

 

À noite, fui a um casamento de outro amigo. Na verdade, era aniversário de casamento, mas como eles só tinham assinado os papéis no cartório, decidiram comemorar os 20 anos de união com uma cerimônia religiosa e todas as pompas possíveis e merecidas.

 

Casamento em si já é uma cerimônia maravilhosa, na minha opinião, mas ver um casal, depois de 20 anos de convivência, celebrando a união com os olhos brilhando e transbordando felicidade é, sem dúvida alguma, de encher o coração de alegria. Eles pareciam que estavam prestes a descobrir a vida de casado. E, talvez por já terem descoberto, é que estavam tão felizes. Talvez porque, por 20 anos, conseguiram superar as adversidades, conseguiram ser fortes e continuam a se amar. Realmente, eles tinham do que se orgulhar e muito o que comemorar.

 

Domingo, voltei a estar com os "amigos-casais". Passei horas de muita alegria. Como disse, estar com eles é sempre ótimo. São pessoas divertidíssimas, amigas e apaixonadas. Ai ai…

 

Resumindo, a cada dia que passa eu me convenço mais de que vale a pena esperar…

 

criado por rnalcantara    23:26 — Arquivado em: Sem categoria

16/8/08

Sobre ele, que eu AMO tanto!

 

Durante algum tempo eu fiz terapia. Fui procurar só pra "ver como é que é". Depois de um tempinho descobri que não era só isso. Algumas coisas foram resolvidas, outras ficaram pendentes porque o "buraco" era mais embaixo e não consegui chegar "ao fundo do poço". É mais ou menos assim que eu vejo a terapia.

O trabalho da terapia era esse: ir ao encontro do sofrimento. A terapeuta estava lá só pra orientar onde estava o fundo do poço e cabia a mim a tarefa mais árdua. Ir ao encontro dele. E isso não é qualquer um que consegue. Depois que se encontra e percebe onde está a "falha" as coisas ficam mais fáceis e a sensação que eu tive era de que, ao ter me afundado, consegui pisar bem em cima de uma mola e voltei de lá mais rápido e com mais força.

Uma das questões mais trabalhosas pra ela (terapeuta), e mais sofridas pra mim, foi me fazer perceber que havia uma "falha" na minha relação com o meu pai e de lá surgia meia dúzia dos meus demais problemas. Segundo ela, era por lá que deveríamos começar.

Eu tinha muita dificuldade de relacionamento com o meu pai. Admitir que "aquele homem" era meu pai era cruel. Tantas vezes me peguei sentindo inveja das minhas amigas, pois eu acreditava que o pai delas era bem melhor que o meu. Quando eu via alguma amiga abraçar seu pai, dava uma vontade tão grande de chorar porque na mesma hora eu lembrava que eu só abraçava o meu pai duas ou, no máximo, quatro vezes por ano. As duas vezes eram obrigatórias. Uma no natal e outra no ano novo. Já as outras dependia se no dia do nosso aniversário a gente estivesse se falando ou não. Até no dias dos pais eu não tinha certeza que o abraço ia rolar.

Muitas horas de terapia, lágrimas no divã e algumas descobertas depois dessa fase, eu percebi onde estava a falha. Em mim. Eu me comportava como mulher e não como filha. Do momento em que eu descobri qual era o meu lugar, descobri também quem era "aquele homem".

Eu percebi que havia uma falha, inclusive, de comunicação entre nós. Percebi que meu pai esperava de mim a mesma coisa que eu tanto esperava dele. Atenção. Ele não conseguia me dar o que eu tanto queria pelo mesmo motivo que eu não conseguia dar-lhe o que ele também merecia. A gente não se encontrava. Não se abria um pro outro. Quando eu abandonei a "razão" (que, aliás, eu nunca tive), e vi que naquele rosto havia um sorriso pronto pra mim a qualquer momento, em qualquer situação, eu pude perceber quanto tempo eu perdi sentindo inveja das minhas amigas. Afinal, o melhor pai estava ali debaixo do mesmo teto que eu. E a burra aqui procurando sabe Deus onde.

Hoje, eu não perco uma oportunidade de cheirar, abraçar, fazer carinho nesse homem.

E pensar que eu tantas vezes imaginei ser tão diferente dele, hoje percebo nas minhas atitudes, pensamentos, gostos, frescuras e brincadeiras o quão eu sou ele. E o melhor de tudo: com muito orgulho!

criado por rnalcantara    21:43 — Arquivado em: Sem categoria

11/8/08

Desejos de hoje para sempre!

 

Vou deixar o Frejat falar por mim…

 

Amor pra Recomeçar

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar

Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo dono de quem

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Eu desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar

 

criado por rnalcantara    17:53 — Arquivado em: Sem categoria

31/7/08

Coca-cola? Nem sempre!

 

Muitas vezes tudo o que queremos é sempre estarmos bem. Nada de dificuldades, nada de sofrimentos, nada de obstáculos. Muitas vezes a gente não consegue lidar com o que foge do nosso controle. O inesperado.

 

Queremos, sim, ter uma pessoa legal ao nosso lado, ter um emprego bom, um salário perfeito, uma família adorável, amigos confiáveis. Não basta ter família, amigos, amor, emprego. Tem que ser perfeito. Tem que ser o melhor. Tem que ser coca-cola, sempre. Aquilo que é invejável, incomparável.

 

Mas, de repente, depois de uma noite de amor, uma madrugada ao lado da pessoa amada, você acorda e vê remela nos olhos do ser amado. Vai beijar e percebe o mau-hálito. Vai tomar café e descobre que o ser amado "chupa" o café com medo de queimar a boca e produz um som desagradável. Depois de um tempo percebe que aquilo que era lindo se torna insuportável. As fofas manias se transformam em defeitos insuportáveis.

 

De repente você consegue aquele emprego dos sonhos na melhor empresa do estado com um salário de matar de inveja todos os seus amigos. Depois de um mês, percebe que seu chefe é mais burro do que todos imaginam, que vê dificuldade nas coisas mais simples, que promove os puxa-sacos e a partir daí você passa a detestar aquele ambiente.

 

Na família onde todos se amam, todos se completam, se ajudam e confraternizam aos domingos, eis que surge um problema. Alguém se envolve com drogas, alguma tia tem problemas com o marido que a agride fisicamente, algum primo é homossexual. E pronto. Seu ideal de família foi por água abaixo.

 

As coisas nunca são perfeitas. Sempre haverá altos e baixos. Momentos agradáveis e desagradáveis. E num relacionamento isso não é diferente. Você não "ama" enlouquecidamente uma pessoa todos os dias da sua vida. O amor está ali, presente. Mas em alguns dias a vontade de ficar longe daquela pessoa vai bater. Uma pontinha de inveja dos solteiros vai surgir. A irritação e mau-humor vão te acompanhar, assim como ao outro também.

 

A idealização da hora certa, pessoa certa e momento perfeito tornam as coisas mais complicadas. Mais difíceis de serem aceitas e superadas.

 

É meio clichê, mas é assim. Não dá pra ser ou ter coca-cola todo dia o dia todo. Quando parecer que as coisas estão perdidas só porque estão meio pepsi, o melhor é encher o copo de gelo e limão e tomar bem devagar. Certamente as coisas serão vistas de outra forma. Terão um novo sabor.

 

criado por rnalcantara    23:07 — Arquivado em: Sem categoria

26/7/08

“Nem tudo é como você quer…

 

…Nem tudo pode ser perfeito. Pode ser fácil se você ver o mundo de outro jeito". Capital Inicial

 

 

 

A palavra que resume como eu me sinto é cansaço. Nada físico. Nada que um dorflex e uma boa noite de sono resolva. Estou me sentindo cansada dessa vidinha moderninha. Essa coisa que todos almejam e que é vazio. 

 

Cansei de estar entre pessoas que estão disponíveis e indisponíveis ao mesmo tempo. Cansei de gente egoísta que só se importa com o próprio umbigo. Cansei dessa turma de pessoas que só querem curtição, que acreditam que o que vale é o prazer. Cansei de dar desguia em gente que não aparece há séculos na sua vida e, de repente, vê seu nome na agenda e liga como se fosse a última bolacha do pacote e ainda se acha no direito de exigir que você aceite o convitinho para "dar" (com todos os trocadilhos) uma volta. É claro que isso não está explícito, mas nem precisaria. O "queria te ver hoje" já diz tudo.

 

Queria saber o que leva uma pessoa a achar teu nome na agenda e acreditar que "já tem pra hoje". Queria saber se isso acontece com frequência no mundo dos solteiros. Acho muita cara-de-pau você nunca ter dado pro cara e, de repente, ele ligar querendo te comer de qualquer jeito. Ficar insistindo e, o pior, com aquele papinho brabo de quem não come ninguém, mas que tem a certeza de que todas estão perdendo a maior maravilha.

 

Será que os homens acham que as mulheres não percebem a intenção deles pelo tom de voz, pela conversa mole e acreditam que vão "dar uma volta" e nos deixar terrivelmente excitadas a ponto de convidá-los para uma noite de sexo? Fala sério! Pode até ser que isso exista. E existe, eu sei. Mas também existem pessoas e pessoas. Não é todo mundo que se presta a entrar num círculo vicioso de "dar pra quem quiser", "não sou de ninguém" e "hoje é com você, mas amanhã será com outra".

 

Cansei dessa vidinha moderninha. Cansei da banalização do beijo, do sexo, do amor. Será que, hoje em dia, alguém ainda pensa em amar alguém? "Amar pra quê se em sete dias da semana eu posso, no mínimo, comer três pessoas diferentes?" (isso só levando em consideração o fim de semana).

 

Na verdade, só não cansei foi de ser "A" chata não "enquadrável" nessa modernidade toda. E não me enquadro mesmo! E quer saber? Não me faz falta alguma não ser a fulaninha legal pra caramba, super simpática e…promíscua. Aquela que, depois de uma noite de sexo animal, volta pra casa e não sabe direito nem o nome da pessoa que lhe comeu. Aquela que deve conviver com um vazio tão intenso quanto o gozo que teve nessa mesma noite.

 

 

PS: Acho que eu vim aqui falar sobre outro cansaço que eu também estou sentindo e acabei falando disso, mas tudo bem. Agora já era!

 

criado por rnalcantara    12:04 — Arquivado em: Sem categoria

14/7/08

Desabafo final

 

Lá, 14 de julho de 2006.

 

Dia totalmente atípico entre nós dois. Frases incompletas, horários antecipados, dúvidas e uma surpresa nem tão surpreendente assim. Abri meus olhos e propositalmente fiz meu mundo desabar. Motivos eu tive, e muitos. E acumulados. Não dormi. Vi amanhecer o dia e esperei pra falar com ele, já que ele não me atendeu à noite. Ele ligou e, mais uma vez, quis me convencer de que eu estava enganada. Chateada, não acreditei e decidi pôr um fim naquilo que eu já sabia, mas não queria acreditar, que não teria futuro. Meus sentimentos se confundiram com as palavras dele. A culpa me acompanhou durante o dia inteiro. O arrependimento chegou a ser meu companheiro, mas eu, no fundo, sabia que era o melhor. "Você vai se arrepender e o tempo vai te mostrar que você está errada": frase-mantra dos meus dias. Dia e noite no tormento dessa frase. E se eu estiver enganada? Se ele tiver razão e daqui há uma semana eu descobrir que eu fui uma burra? Durante duas semanas esperei o telefone tocar. O tempo necessário pra ele me procurar. E nada! Na segunda sexta-feira após, fui ao show que iríamos juntos, acompanhada dos nossos amigos. Todos viram. Eu sofri, por instantes, do que a psicologia poderia explicar como uma provável cegueira psicológica, inconsciente. Eu simplesmente não quis ver. Não quis ver que o tempo já estava me mostrando, como ele disse que aconteceria. A diferença era que o tempo (duas semanas) me mostrava, que eu estava certa. Tudo o que eu não queria, estar certa! Mas dessa vez eu não quis ver. Eu fechei meus olhos. Mas o tempo foi persistente e queria, de uma vez por todas, me mostrar. E na terça-feira seguinte eu enxerguei. Através dos olhos de outra pessoa, eu fui obrigada a enxergar. Ver que daquele momento em diante todo o amor que eu sentia não significava nada. Dois meses depois do fatídico dia 14, mais uma mostra do "tempo". Aquele mesmo tempo a que ele se referiu. E agora uma mostra de que além de certa, eu "estava" burra. O noivado se concretizou. Dez meses depois do dia 14, o casamento e a gravidez. A família estaria completa e feliz. E eu? Remoendo uma dor. Uma dor que nunca foi extravasada. Nunca foi esquecida. Nunca tive o prazer de vomitar. Vomitar tudo que senti. Mas o tempo…o tempo me mostrou. Exatamente como ele profetizou.

 

Aqui, 14 de julho de 2008.

 

Dois anos depois, eu vejo exatamente tudo o que ele disse que o tempo me mostraria. Ele apenas confundiu pensando(?) que eu estaria errada (?). Durante um longo período sofri e me perguntei: Por que não eu? Mais uma vez o tempo foi meu aliado. Demorei pra perceber. A ansiedade atrapalhou, mas hoje eu sei a resposta. Porque sem ele eu me tornei melhor. Sem ele eu cresci. Sem ele eu sofri, mas aprendi. Aprendi que amar não é via de mão única. Amar é mais. Eu posso mais. Eu mereço muito mais. Mais que migalhas, mais que desculpas. Nós não seríamos tudo o que deveríamos ser se ainda estivéssemos juntos. Eu amei demais, sofri demais. Ele ainda é referência. Agora, do que eu não quero mais. Ele será inesquecível. Não somente pela dor, pelo silêncio, pelo amor que eu senti, mas também pelo vômito entalado. Pelo amor desperdiçado, esnobado, dispensado. Pelos sorrisos contidos, pelos planos desfeitos (meus), pelo fim não resolvido ou mal resolvido (pra mim). Pelas lágrimas de dor e de felicidade, viagens e aventuras, momentos de prazer. Pelo que eu fui ao lado dele. Enfim, por ele ter sido objeto do meu amor. Mas o tempo me mostrou que foi o melhor, apesar de pior. Mostrou que eu fiz a escolha certa. Escolhi a mim! E o vômito? Engoli. Escolhi não o atrapalhar com o de mais amargo que eu tinha pra lhe oferecer. Assim, ele jamais poderá dizer que, quando acabou, eu fui pedra no caminho. E hoje eu sei que essa foi mais uma escolha certa.

 

criado por rnalcantara    23:49 — Arquivado em: Sem categoria
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